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QUADRAS SOLTAS (Dezoito)
QUADRAS SOLTAS (Dezoito)
Fingindo que não me ama Ela diz que não me quer Mas quando vamos pra cama Eu sou homem, ela é mulher ! --------------------------------- Deixei a vida me levar Fui ao encontro da morte Foi o que me fez pensar Que pobre, nunca tem sorte ! --------------------------------- Projetei felicidade Prós dias de minha vida Ó! quanta contrariedade, Quanta lágrima sentida ---------------------------------- É suplicando que peço Que voltes ao meu coração Já levei muitos tropeços. Este, não quero levar não ! ---------------------------------- Eu peço a Deus que não morra O amor que tenho por ti Pois se ele morrer, sei agora Que eu, também, morro por ti ----------------------------------- Na soma dos desiguais Uma justiça capenga Nas hostes dos tribunais Não somos, mesmo iguais ! ----------------------------------- Muito riso, pouco siso Chamado de carnaval Há, é falta de juízo Depravação animal ! ---------------------------------- Tem coisas que a gente sente Tem coisas que a gente vê As da alma e do instinto São coisas para quem crê ----------------------------------- Espero que a árvore das letras Não seque no meu jardim Quero falar outras tretas Que tenham princípio e fim ! ----------------------------------- O meu drama, é o teu drama Pouco dinheiro, muita luta Vivemos na mesma trama Semelhante a prostituta ! ---------------------------------- Como estava sem tempo Não via o tempo passar Agora, falta-me tempo Pra outro tempo encontrar ---------------------------------- Pensei fazer uma trova Sem saber o que diria O meu joelho se dobra Aos pés da virgem Maria ---------------------------------- A Virgem, Nossa Senhora, Foi a mãe que mais sofreu Mesmo sem ser pecadora Seu filho na cruz morreu ---------------------------------- Louvado seja o que crê Na palavra do Senhor Cristão é o que tem Fé, E ora a Deus com fervor ---------------------------------------- Mal desponta a madrugada O sabiá vem me saudar Tomo banho, faço a barba Ele, não pára de trinar. É nesta selva de pedra Que ouço o sabiá cantar Parece que a fauna não medra Mas não pára de aumentar -------------------------------- A biodiversidade Até parece impossível Mas creiam, nesta cidade Aumentando, é incrível ! -------------------------------- Não queiras dar, certamente Conselhos à minha vida Se a tua, constantemente Vive errante e destruída ------------------------------- São Paulo, 10/06/2014 (data da criação) Armando A. C. Garcia – Obrigado por visitar meu Blog: |
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